segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

VIDEOGAME DA VIDA REAL


Dois meses de repouso antes do bebê nascer me proporcionaram um tempo para o ócio. O corpo precisa parar, mas a cabeça borbulha. Em casa, ainda de resguardo, comecei a pensar na vida. E de repente me vi em meio a um grande jogo de videogame, o casamento, no qual eu acabara de passar parar a fase 4.
Nesse videogame da vida real, o grau de dificuldade vai aumentando gradativamente a cada nível. Chegar com um novo bebê em casa foi bem diferente do que na primeira vez. Apesar de já ter uma certa experiência no assunto, esta etapa requereu uma maior estratégia e planejamento. Meu reloginho começou a passar mais rápido no cantinho da tela e a bateria já estava um pouco mais gasta.
Dei um “pause” para amamentar e fiquei pensando em todas as fases pelas quais passei até agora. E claramente me vieram à mente as quatro delas...
A primeira fase, “recém-casados”, é um teste para ver se a gente tem mesmo tino para o jogo. Essa é a fase mais fácil, em que a gente começa carregado de esperança e curtindo as novidades. Mas é também uma fase de aprendizado e descobertas, que nem sempre são como imaginamos. Os parceiros de jogo devem estar dispostos a ser equipe, a abrir mão, a passar a vez.
A segunda fase, a fase da “rotina”, já fica um pouco mais difícil. É aí que você distingue os bons jogadores, mais tolerantes e persistentes, dos jogadores aventureiros, que entraram no jogo só para ver como é. Esses até acreditam no casamento e se empenham em vencer, mas não estão na mesma sintonia um do outro. E aí a diversão acaba. Fica difícil seguir juntos para o próximo nível. Com um pouco de habilidade, porém, é possível ganhar algumas moedinhas e subir o score.
A terceira fase é a do “primeiro filho”. Nesse nível, o grau de dificuldade e responsabilidade realmente pesa. Você já sabe como o seu parceiro joga e o programador máster (que acredito ser Deus) acrescenta um bocado de aventura na história. Dependendo do desempenho dos jogadores, vem então a fase quatro, do “segundo filho”, e por aí vai.
Enquanto eu cuidava do pequeno, minha filha mais velha pulava e cantava na minha frente, querendo atenção. Foi então que percebi o obvio: sempre que a gente muda de nível, começa a achar a fase anterior mais fácil, apesar de todas as dificuldades que tivemos para vencê-la.
Fiquei pensando no quanto era mais fácil cuidar só de um, mas também no quanto essa etapa do jogo ficou mais emocionante. A conquista de uma nova vida e o desafio de um novo circuito trouxe um gás novo, um bônus que repôs a minha paciência e a minha energia.
Não sei o que me aguarda nas próximas fases – nem quantas são. Só sei que esse é um jogo ultradinâmico, com uma programação específica e personalizada para cada jogador.
Tem gente que se arrisca e realmente se empenha em ganhar. Outros, porém, entram na brincadeira meio que por acaso, sem saber exatamente onde querem chegar. E há aqueles que preferem só assistir ao jogo de longe, seja por medo, insegurança ou simplesmente por falta de um parceiro.
No meu caso, as mudanças mais profundas foram a chegada dos filhos. No entanto, várias situações podem marcar essas passagens de fase: um novo emprego – ou a falta dele -, uma traição, um perdão, um recomeço em outra cidade, um acidente, uma doença, uma viagem. Quem não está verdadeiramente disposto, pode desistir logo na primeira dificuldade. Isso porque você começa a ver o jogo como ele realmente é. Então perde o interesse, como aquele cartucho de Atari que, de repente, ficou obsoleto.
Alguns entram no jogo como verdadeiros parceiros, dispostos a formar uma dupla imbatível. Mesmo que, para isso, seja necessário morrer para que o outro possa brilhar. Há aqueles, porém, entram somente para competir. E aí não importa o outro, somente o eu.
Jogadores mais experientes nos dão dicas e outros iniciantes que nos incentivam. Alguns aprendem com os erros, outros não. E os que não conseguem se adaptar... “game over”. Até que aparece alguém que os anime a começar de novo.
Alguns persistem, mas acabam perdendo todas as suas vidas na primeira fase. E também aqueles que pulam etapas (como se fossem portais mágicos) ou passam a vida inteira em um nível só. Outros gastam energia demais em um obstáculo só e há, ainda, aqueles que nadam, nadam e morrem na praia. Poucos, porém, são os que entendem verdadeiramente as regras do jogo e vão colecionando pontos ao longo do caminho.
O jogo, digo, a vida, não é fácil. Mas a dois certamente é mais divertido. E espero viver intensamente cada uma delas, como vivi as anteriores. Pois mais importante que chegar ao final, é o prazer de jogar.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

LIÇÕES DE ARTHUR

Um sorriso lindo e largo no rosto. Essa era a marca registrada de Arthur, o Tuzinho. Sempre que o via, era a mesma coisa. Uma alegria só. Eu chegava na casa dos meus tios e ele nos recebia com um abraço cheio de carinho e atenção. Um cara tranquilo, caseiro, que gostava de música, videogame e de viver. Tínhamos pouco contato, é verdade. Mas em todas as oportunidades de reunir a família ele estava lá, feliz.
Lembro-me dele pequenininho, com uns dois anos de idade, na casa minha avó. Era noite e estávamos todos na varanda, jogando conversa fora. Meu pai saiu para manobrar o carro. Quando acendeu os faróis, lá estava o Tuzinho no meio da rua, de calças baixas fazendo cocô. Ele deu travou, tadinho, e começou a gritar: “Medo, medo, medo!”. Tia Lelete foi logo o socorrer e todos rimos da simplicidade do gesto de menino.
No casamento do meu irmão, ele entrou com a Bíblia. Todo bonitinho e responsável. Antes da cerimônia, porém, ele pintou e bordou. Jogando bola, caiu na casinha do cachorro. E mais uma vez nos divertimos.
Não gostava de estudar, queria mesmo era formar uma banda e trabalhar. E assim fez. Colecionou amigos por onde passou. Um bom filho, um bom namorado, um bom primo, uma excelente pessoa. Um cara do bem.
E de repente, num susto, ele nos deixou. Com apenas 26 anos, dormindo. Com toda a saúde e disposição. Chegou do trabalho, deitou-se e não levantou mais. Abriu um buraco em nossos peitos.  Deixou um vazio em sua casa.
Vê-lo ali, gelado, com tanto ainda por viver, me fez pensar no quanto somos breves. Em quantos dias perdemos com preocupações inúteis. Em tantos sorrisos que deixamos de oferecer. Em tantos abraços que deixamos de dar. Em tantos obrigados que deixamos de dizer.
Arthur se foi jovem, mas foi um verdadeiro rei. Ele, sim, sabia viver. Sem nada ostentar, sem coisas grandes a se preocupar. Levava os dias, um de cada vez. Valorizava as coisas simples e aquilo que realmente importa: os pequenos gestos de amor.

Obrigada, Arthur, por deixar tão lindas lições nessa terra.

Com meus primos queridos, Vitor e Arthur

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

UMA CERVEJA, POR FAVOR!

Um calorzão lá fora e eu, no meio do trabalho, resolvi abrir uma cerveja. Trabalhar em casa tem suas vantagens. Escolhi uma Ouropretana Brown Porter que estava na geladeira, cerveja artesanal da melhor qualidade, feita pelo também jornalista Alan Terra. Fiquei inspirada e terminei um texto que estava tentando concluir há dois dias.
Artigo enviado, me veio uma das mais saudosas lembranças do meu tempo de foca – para os desavisados, termo usado para denominar jornalistas recém-formados. Foi lá, quem diria, na assessoria de imprensa do antigo Partido da Frente Liberal (PFL), que tive uma das lições mais inusitadas de toda a minha vida: de que cerveja também é coisa séria.
Sim, eu não achava que era até aquele dia. E ainda por muito tempo achei que tinha feito algo de extrema irresponsabilidade: parar tudo no meio do trabalho para ir com meu chefe, Almerindo Camilo, e o repórter Paulo Peixoto, da Folha de S. Paulo, num boteco copo sujo.
Sim, eram umas cinco horas da tarde, como hoje, com o sol rachando. Acabávamos de acompanhar um evento que reuniu grande parte da imprensa mineira. E, no final, restaram nós três. Os dois conversavam amenidades e confabulavam sobre a cena política, em geral. Paulo, provavelmente, tentando encontrar um gancho diferente para a matéria. Almerindo, buscando convencê-lo da melhor abordagem. E eu, só ouvindo e aprendendo.
De repente, Almerindo, no seu bom humor habitual, faz o convite: “Vamos ali tomar uma?”. Paulo, com seu olhar sempre tranquilo, consentiu de pronto. Eu olhei assustada e, lendo a surpresa nos meus olhos, Almerindo soltou sua inconfundível risada. “Vamos lá!”, falou ele já andando em direção à rua, sem me deixar escolha.
Eu, foca inexperiente, não fiz outra coisa senão segui-lo. Mas confesso que tinha uma sensação estranha no peito, de quem estava fazendo algo muito proibido. Atravessamos a Afonso Pena e paramos numa portinha pequena na descida da Contorno, próximo à praça Milton Campos.
Ele pediu uma cerveja e três copos. Eu agradeci. Ele sorriu de novo, insistiu, mas eu recusei novamente. “Está bem, traz uma coca-cola pra ela!”, disse ao garçom. Eu praticamente nada falava e, para ser sincera, não consigo sequer me lembrar sobre o que conversamos. Meu foco estava totalmente naquela contravenção. Eu olhava para os lados com medo de ser vista, o coração palpitava. E os dois lá, tranquilos, conversavam sobre sei lá o quê.
Voltamos para o partido cerca de uma hora depois, desligamos os computadores e fomos embora. Naturalmente.
Anos mais tarde, quem diria de novo, virei cervejeira de verdade. E entendi, quase que num gole, que ser certinha demais às vezes não é tão bom. E que a gente perde boas oportunidades de pauta, de network e, principalmente, de cultivar amigos.
Desculpe, Almerindo, não beber com você naquele dia. Queria muito poder tomar uma com você agora. Essa hoje é em sua homenagem. Um brinde, meu mestre.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

MENU CERVEJEIRO NA MINAS GOURMET

Desde abril deste ano, estou com uma coluna fixa na Minas Gourmet, a única revista mineira com foco específico em gastronomia. Confira abaixo as últimas edições:

Edição Ago-Set/13:



Edição Jun-Jul/13:



terça-feira, 20 de novembro de 2012

NOITE BRANCA EM BELO HORIZONTE


Mais um trabalho para entrar para a história. Assim foi a assessoria de imprensa do Noite Branca, evento inédito no Brasil, realizado pelo Governo de Minas, por meio da Fundação Clóvis Salgado. A divulgação ficou por conta da Árvore de Comunicação, sob minha coordenação e de Rafael Araújo. O atendimento foi de Cristina Sanches, com o apoio de Caio Araújo, Flávia Cartacho e Laura Venâncio.

Entrada do Palácio das Artes

Pela primeira vez, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti e o Palácio das Artes estiveram abertos à visitação pública durante toda a noite, oferecendo uma vasta programação da arte contemporânea com exposições, instalações artísticas, mostras de vídeos, feira de publicações, apresentações cênicas e musicais. Ao todo, trabalhos de mais de 60 artistas interagiram com o público, proporcionando uma fruição cultural diferenciada.

Toda a programação foi gratuita e um trecho das grades que separam os dois espaços será temporariamente removido. A estimativa de público era 20 mil pessoas. No entanto, o parque recebeu 100 mil visitantes durante as 12 horas de intervenções. E, o melhor: nenhum roubo, nenhuma violência, nenhuma ocorrência policial relevante.

A fila para entrada durou quase toda a madrugada

Conceito 

Noite Branca é uma expressão originada na Rússia e nos países nórdicos, e refere-se ao fenômeno do crepúsculo permanente, em que a noite não chega a ficar escura. Posteriormente, o termo foi adotado em uma série de eventos em várias localidades do mundo para celebrar uma noite dedicada às artes. A edição mineira conta com direção artística de Paulo Pederneiras e curadoria de Fernando Maculan, Francisca Caporali e Ricardo Portilho.


12 horas de arte

Durante o Noite Branca, todas as praças, coretos e largos do Parque Municipal foram utilizados para apresentações e intervenções artísticas. Para essa ocupação cultural, foram convidados mais de 60 artistas mineiros, entre eles Carlos Teixeira, Cintia Marcelle, Nydia Negromonte, Paulo Nazareth, Silvia Amelia e Brigida Campbell, que fizeram intervenções especialmente criadas para o evento.

Crédito: Jornal Hoje em Dia

Videoartistas tiveram obras expostas em três cubos de projeção no interior do Parque. Cada cubo foi equipado com quatro projetores, quatro telas de 4 x 3 metros e equipamento de som.  O suporte para as projeções foi uma instalação em si e pôde ser visto à distância, criando pontos de referência. Os brinquedos tradicionais do Parque também funcionaram normalmente, inclusive o trenzinho, os pipoqueiros e lambe-lambes.

A abertura do Noite Branca aconteceu no Grande Teatro do Palácio das Artes, às 19h, junto ao Festival Internacional de Curtas. O músico Arnaldo Baptista fez uma apresentação durante a exibição do filme “Viagem à Lua”, de Georges Méliès.


O fato de por um dia as grades que separam o Parque Municipal e o Palácio das Artes serem removidas foi ainda um gesto que aponta para o início de uma reintegração física e simbólica: o teatro dentro do parque, como imaginado no projeto inicial do arquiteto Oscar Niemeyer; e o parque dentro da cidade.

Retirada das grades

Outra atração é uma feira de publicações para a venda e troca de livros recentes no campo das artes visuais, artes cênicas, arquitetura e design, além de barracas com jovens chefs de cozinha de BH que apresentarão um cardápio especial para o Noite Branca, inclusive com um menu de café da manhã.

Produzida especialmente para o Noite Branca, a sinalização do Parque Municipal teve a concepção e coordenação de Ricardo Portilho, curador do evento e designer. Além de informar ao público, por meio de sua comunicação visual, o projeto foi também uma intervenção luminosa ao longo de todo o parque. Foram criadas luminárias modulares com material reciclado – papelão micro-ondulado – cuja instalação foi feita por meio de workshop envolvendo estudantes de arquitetura, design e artes plásticas.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

FESTIVAL PROMOVE VIAGEM PELA GASTRONOMIA REGIONAL

Neste ano, tive o prazer de coordenar a assessoria de imprensa de mais um Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes, que bateu recorde de público com 45 mil visitantes e ganhou repercussão internacional com a vinda de jornalistas de diferentes países como EUA, Itália, França, Espanha, Argentina, Peru e Venezuela. O trabalho de assessoria foi desenvolvido pela Árvore de Comunicação e toda a produção do evento ficou a cargo da Do Brasil Projetos e Eventos.

Gigi (Do Brasil), eu e Rafael Araújo (Árvore)

O evento foi dividido em duas etapas nesta edição, com o objetivo de desvendar o universo de sabores de vários estados brasileiros e levá-los para as mesas do evento e ruas da cidade. O tema foi “Uma viagem pela gastronomia regional” e, para isso, foi realizada uma grande expedição que identificou a relação entre a gastronomia e o modo de fazer, de criar e de viver o povo brasileiro. A outra etapa foi realizada tradicionalmente no final de agosto, do dia 24 a 2 de setembro.

Em março, uma equipe de pesquisadores percorreu 51 cidades em seis estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Amazonas e Rio Grande do Norte, num total de 18.194 quilômetros. Em 2013, será a vez dos estados do Paraná, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia.

Expedição Gastronômica Brasileira percorreu seis estados em 2012

O objetivo da Expedição é realizar um mapeamento das cadeias produtivas e revelar a riqueza da gastronomia brasileira e seu potencial econômico, mostrando toda a cadeia gastronômica: produto / produtor / centro de distribuição (mercados, feiras, supermercados, restaurantes,  etc.) / consumidor final .

Através desse trabalho, será possível descobrir porque as condições favoráveis de clima, solo e tradição de um local, favorecem o surgimento de diversos produtos e o desenvolvimento de uma região, uma cidade, um estado e um país.

Dessa forma, a expedição irá conferir de perto a história, tradições e dedicação dos produtores, além de provar receitas únicas que compõem o patrimônio gastronômico nacional. O material coletado nas viagens será publicado em um livro com texto da jornalista e especialista em gastronomia Guta Chaves. A pesquisa foi documentada em fotos, vídeos e diários de bordo e o conteúdo está disponível no site www.gastronomiatiradentes.com.br.

Expedição em Itabirito-MG


O Festival

O 15º Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes seguiu o modelo dos anos anteriores, com grandes atrações. Durante estes dez dias, a cidade de Tiradentes entrou no clima do evento, que se dividiu entre os disputados festins – jantares especiais preparados por chefs brasileiros e internacionais, que acontecem às sextas e sábados – e atividades gratuitas como cursos, workshops, degustações, shows, exposições e teatro. Os restaurantes, considerados os melhores de comidas típicas de Minas Gerais, também prepararam pratos especiais em comemoração ao evento.

A gastronomia regional foi o grande destaque da 15ª edição do Festival. Nos festins, dois chefs, um de cada estado visitado pela expedição, prepararam em conjunto um menu especial para cada jantar. Pernambuco e Amazonas foram representados pelos chefs André Saburó (Taberna Japonesa Quina do Futuro) e Felipe Schaedler (O Banzeiro); Rio de Janeiro e Ceará, por Kátia Barbosa (Aconchego Carioca) e Marco Gil (Sah); Minas Gerais e Rio Grande do Norte, por Ivo Faria (Vechio Sogno) e Tadeu Lubambo (Camamo).

Outro festim de destaque foi chamado de "Nova Geração", com os chefs Alberto Landgraf (Epice - São Paulo), e os irmãos Thiago e Felipe Castanho (Remanso do Bosque - Belém).

Rafa apurando informações do chef Felipe Castanho para colunistas de BH

Como de costume, o Festival também promoveu o intercâmbio entre chefs e, dessa vez, foi buscar o melhor da alta gastronomia na América Latina, baseadas nas peculiaridades da culinária local. Participaram do evento chefs do Chile, Venezuela e Peru: Matias Palomo (Sukalde) e Tomás Olivera (Restaurant Casamar) de Santiago; Sumito Estévez (Sumito) e Nelson Méndez (Biarritz) de Caracas e Diego Muñoz (Astrid & Gastón) e Virgilio Martínez (Central Restaurant), de Lima.

Eu e Zuenir Ventura, no festim dos chilenos Matías Palomo e Tomás Oliveira

Outro grande destaque foi o chef espanhol Jordi Roca, do Restaurante El Celler de Can Roca em Girona, Catalunha, na Espanha, eleito o segundo melhor restaurante do mundo pela revista britânica “Restaurant”. Designado “o confeiteiro”, Roca produz uma gastronomia de sentidos e é especialista em fixar aromas nas comidas, a chamada “cozinha da fumaça”. Além da fama, o chef é um estudioso de terroir e um grande admirador da gastronomia autêntica, produzida de forma singular em cada canto do mundo.

Eu e Jordi Roca

A programação gastronômica também contou com 40 oficinas na Pousada Escola Senac, ministradas pelos chefs que comandaram os festins , além de debates no Fórum Senac – Gastronomia e Cultura, localizado no Largo do Chef. Entre os participantes do Fórum, o chef Alex Atala, do restaurante DOM, que participou do debate “Fraternidade Sul Americana” ao lado de chefs e jornalistas sul-americanos. As atividades de formação reuniram cerca de 2 mil pessoas.

A programação cultural, que seguiu a temática da Expedição Gastronômica Brasileira, trouxe para esta edição 65 apresentações de espetáculos de teatro, dança, além de shows especiais de música clássica, bossa nova, jazz, samba e chorinho. Artistas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Amazonas se apresentaram em Tiradentes, em três espaços diferentes: Largo do Chef, Largo das Forras e Palco Libertas.


domingo, 15 de maio de 2011

A LOGÍSTICA DA FÓRMULA 1

Em 2008, atendi pela Link Comunicação a Célere Intralogística - empresa responsável pela logística da Fórmula 1 no Brasil. Abaixo, segue release divulgado sobre operação realizada para o GP Brasil daquele ano:
 
A LOGÍSTICA DA FÓRMULA 1: LARGADA ACONTECE NOVE MESES ANTES DO EVENTO

Experiência e agilidade fazem da Célere a operadora oficial do GP Brasil

Entre os dias 31 de outubro e 02 de novembro, Interlagos (SP) vai sediar mais um Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. O que poucos sabem é que a corrida começa muitos meses antes. Para que tudo esteja pronto a tempo, uma verdadeira operação de guerra precisa ser montada. A logística que vai viabilizar um dos eventos esportivos mais esperados do ano começa a ser programada com quase um ano de antecedência e requer muita pesquisa e planejamento.
Pelo 17º ano consecutivo, quem realiza esse trabalho de extrema responsabilidade no Brasil é a Célere Intralogística. O Brasil é o único país do mundo em que a Formula One Management (FOM), empresa inglesa que administra as provas de Fórmula 1,  contrata um operador  local  para coordenar e executar a operação, devido às peculiaridades logísticas de uma das maiores cidades do mundo.
Nos bastidores do evento e em um território essencialmente masculino, quem dá as cartas é a empresária Maria Regina Yazbek, que comanda a operação desde 1992. Apesar de atualmente atuar no Conselho da holding à qual pertence Célere Intralogística, Maria Regina volta ao dia-a-dia da empresa especialmente para esta operação, que comanda há 17 anos. Além da empresária, outras três mulheres fazem parte da equipe, como operadoras de empilhadeira. É o caso de Maria da Silva, que em menos de 10 minutos desembarca um carro de F1 com a maior destreza e cuidado.

Passo-a-passo
Para fazer o transporte e a movimentação deste material, são utilizados 160 caminhões, além de 50 empilhadeiras e paleteiras e cerca de 300 profissionais (operadores, engenheiros, coordenadores e técnicos). São mais de 500 horas ininterruptas de trabalho, quase mil toneladas de carga e 12 veículos de apoio.
Os comboios, com aproximadamente três quilômetros de extensão, saem de Campinas em direção ao autódromo de Interlagos, percorrendo um trajeto de aproximadamente duas horas. A Célere se programa para minimizar os impactos no trânsito da cidade com o apoio da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo) e realiza, inclusive, um mapeamento das vias de acesso para compor o planejamento, utilizando helicóptero.
No dia 27 de outubro, tudo precisa estar pronto para a chegada das equipes: carros, contêiners, caixas com ferramentas, motores, placas, divisórias, aparelhos de som e televisão. São os operadores da Célere que fazem a manobra dos carros para dentro do box, colocando-os na ordem das equipes. O movimento é grande até o dia 30 de outubro. Neste intervalo até a corrida, operadores e ajudantes permanecem de plantão para atender as equipes. 
Ao final da corrida, quando a bandeira de chegada é estendida aos pilotos, dá-se uma nova largada para a equipe da Célere, que em 24 horas precisa colocar mais de 90% da carga novamente no aeroporto de Viracopos. Antes de 48h, tudo já deve ter sido despachado, devidamente acondicionado e identificado.

Célere Intralogística
A Célere desenha e executa soluções customizadas para operações logísticas que ocorrem internamente às plantas industriais, mesmo aquelas com alto nível de complexidade. A empresa assume totalmente a intralogística da empresa, definindo as melhores estratégias para o recebimento da matéria-prima, o abastecimento de linhas de produção, a armazenagem e gestão de estoques até a expedição do produto final. A Célere conta com uma equipe de estrategistas que utilizam a metodologia de PMO (Project Management Office), com vistas ao desenvolvimento contínuo dos processos. A equipe de colaboradores soma 1.200 pessoas e o faturamento anual é de aproximadamente R$ 60 milhões.  Entre os vários clientes que a Célere atende estão o Grande Prêmio de Fórmula 1, a CCL (Leites Paulista), a International Paper, a Suzano Papel e Celulose, a Sabó e a Sogefi. 



Alguns resultados: