Mais um trabalho para entrar para a história. Assim foi a assessoria de imprensa do Noite Branca, evento inédito no Brasil, realizado pelo Governo de Minas, por meio da Fundação Clóvis Salgado. A divulgação ficou por conta da Árvore de Comunicação, sob minha coordenação e de Rafael Araújo. O atendimento foi de Cristina Sanches, com o apoio de Caio Araújo, Flávia Cartacho e Laura Venâncio.
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| Entrada do Palácio das Artes |
Pela primeira vez, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti e o Palácio das Artes estiveram abertos à visitação pública durante toda a noite, oferecendo uma vasta programação da arte contemporânea com exposições, instalações artísticas, mostras de vídeos, feira de publicações, apresentações cênicas e musicais. Ao todo, trabalhos de mais de 60 artistas interagiram com o público, proporcionando uma fruição cultural diferenciada.
Toda a programação foi gratuita e um trecho das grades que separam os dois espaços será temporariamente removido. A estimativa de público era 20 mil pessoas. No entanto, o parque recebeu 100 mil visitantes durante as 12 horas de intervenções. E, o melhor: nenhum roubo, nenhuma violência, nenhuma ocorrência policial relevante.
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| A fila para entrada durou quase toda a madrugada |
Conceito
Noite Branca é uma expressão originada na Rússia e nos países nórdicos, e refere-se ao fenômeno do crepúsculo permanente, em que a noite não chega a ficar escura. Posteriormente, o termo foi adotado em uma série de eventos em várias localidades do mundo para celebrar uma noite dedicada às artes. A edição mineira conta com direção artística de Paulo Pederneiras e curadoria de Fernando Maculan, Francisca Caporali e Ricardo Portilho.
12 horas de arte
Durante o Noite Branca, todas as praças, coretos e largos do Parque Municipal foram utilizados para apresentações e intervenções artísticas. Para essa ocupação cultural, foram convidados mais de 60 artistas mineiros, entre eles Carlos Teixeira, Cintia Marcelle, Nydia Negromonte, Paulo Nazareth, Silvia Amelia e Brigida Campbell, que fizeram intervenções especialmente criadas para o evento.
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| Crédito: Jornal Hoje em Dia |
Videoartistas tiveram obras expostas em três cubos de projeção no interior do Parque. Cada cubo foi equipado com quatro projetores, quatro telas de 4 x 3 metros e equipamento de som. O suporte para as projeções foi uma instalação em si e pôde ser visto à distância, criando pontos de referência. Os brinquedos tradicionais do Parque também funcionaram normalmente, inclusive o trenzinho, os pipoqueiros e lambe-lambes.
A abertura do Noite Branca aconteceu no Grande Teatro do Palácio das Artes, às 19h, junto ao Festival Internacional de Curtas. O músico Arnaldo Baptista fez uma apresentação durante a exibição do filme “Viagem à Lua”, de Georges Méliès.
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| Retirada das grades |
Outra atração é uma feira de publicações para a venda e troca de livros recentes no campo das artes visuais, artes cênicas, arquitetura e design, além de barracas com jovens chefs de cozinha de BH que apresentarão um cardápio especial para o Noite Branca, inclusive com um menu de café da manhã.
Produzida especialmente para o Noite Branca, a sinalização do Parque Municipal teve a concepção e coordenação de Ricardo Portilho, curador do evento e designer. Além de informar ao público, por meio de sua comunicação visual, o projeto foi também uma intervenção luminosa ao longo de todo o parque. Foram criadas luminárias modulares com material reciclado – papelão micro-ondulado – cuja instalação foi feita por meio de workshop envolvendo estudantes de arquitetura, design e artes plásticas.










