terça-feira, 20 de novembro de 2012

NOITE BRANCA EM BELO HORIZONTE


Mais um trabalho para entrar para a história. Assim foi a assessoria de imprensa do Noite Branca, evento inédito no Brasil, realizado pelo Governo de Minas, por meio da Fundação Clóvis Salgado. A divulgação ficou por conta da Árvore de Comunicação, sob minha coordenação e de Rafael Araújo. O atendimento foi de Cristina Sanches, com o apoio de Caio Araújo, Flávia Cartacho e Laura Venâncio.

Entrada do Palácio das Artes

Pela primeira vez, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti e o Palácio das Artes estiveram abertos à visitação pública durante toda a noite, oferecendo uma vasta programação da arte contemporânea com exposições, instalações artísticas, mostras de vídeos, feira de publicações, apresentações cênicas e musicais. Ao todo, trabalhos de mais de 60 artistas interagiram com o público, proporcionando uma fruição cultural diferenciada.

Toda a programação foi gratuita e um trecho das grades que separam os dois espaços será temporariamente removido. A estimativa de público era 20 mil pessoas. No entanto, o parque recebeu 100 mil visitantes durante as 12 horas de intervenções. E, o melhor: nenhum roubo, nenhuma violência, nenhuma ocorrência policial relevante.

A fila para entrada durou quase toda a madrugada

Conceito 

Noite Branca é uma expressão originada na Rússia e nos países nórdicos, e refere-se ao fenômeno do crepúsculo permanente, em que a noite não chega a ficar escura. Posteriormente, o termo foi adotado em uma série de eventos em várias localidades do mundo para celebrar uma noite dedicada às artes. A edição mineira conta com direção artística de Paulo Pederneiras e curadoria de Fernando Maculan, Francisca Caporali e Ricardo Portilho.


12 horas de arte

Durante o Noite Branca, todas as praças, coretos e largos do Parque Municipal foram utilizados para apresentações e intervenções artísticas. Para essa ocupação cultural, foram convidados mais de 60 artistas mineiros, entre eles Carlos Teixeira, Cintia Marcelle, Nydia Negromonte, Paulo Nazareth, Silvia Amelia e Brigida Campbell, que fizeram intervenções especialmente criadas para o evento.

Crédito: Jornal Hoje em Dia

Videoartistas tiveram obras expostas em três cubos de projeção no interior do Parque. Cada cubo foi equipado com quatro projetores, quatro telas de 4 x 3 metros e equipamento de som.  O suporte para as projeções foi uma instalação em si e pôde ser visto à distância, criando pontos de referência. Os brinquedos tradicionais do Parque também funcionaram normalmente, inclusive o trenzinho, os pipoqueiros e lambe-lambes.

A abertura do Noite Branca aconteceu no Grande Teatro do Palácio das Artes, às 19h, junto ao Festival Internacional de Curtas. O músico Arnaldo Baptista fez uma apresentação durante a exibição do filme “Viagem à Lua”, de Georges Méliès.


O fato de por um dia as grades que separam o Parque Municipal e o Palácio das Artes serem removidas foi ainda um gesto que aponta para o início de uma reintegração física e simbólica: o teatro dentro do parque, como imaginado no projeto inicial do arquiteto Oscar Niemeyer; e o parque dentro da cidade.

Retirada das grades

Outra atração é uma feira de publicações para a venda e troca de livros recentes no campo das artes visuais, artes cênicas, arquitetura e design, além de barracas com jovens chefs de cozinha de BH que apresentarão um cardápio especial para o Noite Branca, inclusive com um menu de café da manhã.

Produzida especialmente para o Noite Branca, a sinalização do Parque Municipal teve a concepção e coordenação de Ricardo Portilho, curador do evento e designer. Além de informar ao público, por meio de sua comunicação visual, o projeto foi também uma intervenção luminosa ao longo de todo o parque. Foram criadas luminárias modulares com material reciclado – papelão micro-ondulado – cuja instalação foi feita por meio de workshop envolvendo estudantes de arquitetura, design e artes plásticas.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

FESTIVAL PROMOVE VIAGEM PELA GASTRONOMIA REGIONAL

Neste ano, tive o prazer de coordenar a assessoria de imprensa de mais um Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes, que bateu recorde de público com 45 mil visitantes e ganhou repercussão internacional com a vinda de jornalistas de diferentes países como EUA, Itália, França, Espanha, Argentina, Peru e Venezuela. O trabalho de assessoria foi desenvolvido pela Árvore de Comunicação e toda a produção do evento ficou a cargo da Do Brasil Projetos e Eventos.

Gigi (Do Brasil), eu e Rafael Araújo (Árvore)

O evento foi dividido em duas etapas nesta edição, com o objetivo de desvendar o universo de sabores de vários estados brasileiros e levá-los para as mesas do evento e ruas da cidade. O tema foi “Uma viagem pela gastronomia regional” e, para isso, foi realizada uma grande expedição que identificou a relação entre a gastronomia e o modo de fazer, de criar e de viver o povo brasileiro. A outra etapa foi realizada tradicionalmente no final de agosto, do dia 24 a 2 de setembro.

Em março, uma equipe de pesquisadores percorreu 51 cidades em seis estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Amazonas e Rio Grande do Norte, num total de 18.194 quilômetros. Em 2013, será a vez dos estados do Paraná, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia.

Expedição Gastronômica Brasileira percorreu seis estados em 2012

O objetivo da Expedição é realizar um mapeamento das cadeias produtivas e revelar a riqueza da gastronomia brasileira e seu potencial econômico, mostrando toda a cadeia gastronômica: produto / produtor / centro de distribuição (mercados, feiras, supermercados, restaurantes,  etc.) / consumidor final .

Através desse trabalho, será possível descobrir porque as condições favoráveis de clima, solo e tradição de um local, favorecem o surgimento de diversos produtos e o desenvolvimento de uma região, uma cidade, um estado e um país.

Dessa forma, a expedição irá conferir de perto a história, tradições e dedicação dos produtores, além de provar receitas únicas que compõem o patrimônio gastronômico nacional. O material coletado nas viagens será publicado em um livro com texto da jornalista e especialista em gastronomia Guta Chaves. A pesquisa foi documentada em fotos, vídeos e diários de bordo e o conteúdo está disponível no site www.gastronomiatiradentes.com.br.

Expedição em Itabirito-MG


O Festival

O 15º Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes seguiu o modelo dos anos anteriores, com grandes atrações. Durante estes dez dias, a cidade de Tiradentes entrou no clima do evento, que se dividiu entre os disputados festins – jantares especiais preparados por chefs brasileiros e internacionais, que acontecem às sextas e sábados – e atividades gratuitas como cursos, workshops, degustações, shows, exposições e teatro. Os restaurantes, considerados os melhores de comidas típicas de Minas Gerais, também prepararam pratos especiais em comemoração ao evento.

A gastronomia regional foi o grande destaque da 15ª edição do Festival. Nos festins, dois chefs, um de cada estado visitado pela expedição, prepararam em conjunto um menu especial para cada jantar. Pernambuco e Amazonas foram representados pelos chefs André Saburó (Taberna Japonesa Quina do Futuro) e Felipe Schaedler (O Banzeiro); Rio de Janeiro e Ceará, por Kátia Barbosa (Aconchego Carioca) e Marco Gil (Sah); Minas Gerais e Rio Grande do Norte, por Ivo Faria (Vechio Sogno) e Tadeu Lubambo (Camamo).

Outro festim de destaque foi chamado de "Nova Geração", com os chefs Alberto Landgraf (Epice - São Paulo), e os irmãos Thiago e Felipe Castanho (Remanso do Bosque - Belém).

Rafa apurando informações do chef Felipe Castanho para colunistas de BH

Como de costume, o Festival também promoveu o intercâmbio entre chefs e, dessa vez, foi buscar o melhor da alta gastronomia na América Latina, baseadas nas peculiaridades da culinária local. Participaram do evento chefs do Chile, Venezuela e Peru: Matias Palomo (Sukalde) e Tomás Olivera (Restaurant Casamar) de Santiago; Sumito Estévez (Sumito) e Nelson Méndez (Biarritz) de Caracas e Diego Muñoz (Astrid & Gastón) e Virgilio Martínez (Central Restaurant), de Lima.

Eu e Zuenir Ventura, no festim dos chilenos Matías Palomo e Tomás Oliveira

Outro grande destaque foi o chef espanhol Jordi Roca, do Restaurante El Celler de Can Roca em Girona, Catalunha, na Espanha, eleito o segundo melhor restaurante do mundo pela revista britânica “Restaurant”. Designado “o confeiteiro”, Roca produz uma gastronomia de sentidos e é especialista em fixar aromas nas comidas, a chamada “cozinha da fumaça”. Além da fama, o chef é um estudioso de terroir e um grande admirador da gastronomia autêntica, produzida de forma singular em cada canto do mundo.

Eu e Jordi Roca

A programação gastronômica também contou com 40 oficinas na Pousada Escola Senac, ministradas pelos chefs que comandaram os festins , além de debates no Fórum Senac – Gastronomia e Cultura, localizado no Largo do Chef. Entre os participantes do Fórum, o chef Alex Atala, do restaurante DOM, que participou do debate “Fraternidade Sul Americana” ao lado de chefs e jornalistas sul-americanos. As atividades de formação reuniram cerca de 2 mil pessoas.

A programação cultural, que seguiu a temática da Expedição Gastronômica Brasileira, trouxe para esta edição 65 apresentações de espetáculos de teatro, dança, além de shows especiais de música clássica, bossa nova, jazz, samba e chorinho. Artistas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Amazonas se apresentaram em Tiradentes, em três espaços diferentes: Largo do Chef, Largo das Forras e Palco Libertas.