domingo, 19 de setembro de 2010

INFRAESTRUTURA: RODOANEL DE BH NÃO DEVE FICAR PRONTO ATÉ 2014

A tão sonhada revitalização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte e a construção de uma nova alça para ligar a BR-381 entre Betim até a saída para Vitória (Rodoanel) não devem ficar prontas até 2014. Pelo menos, esta é a previsão do setor de construção, que esteve reunido nesta quinta-feira (16), no Expominas, em Belo Horizonte, para o seminário “Soluções para Cidades – Rumo à Copa 2014”.

Segundo o gerente regional da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP-MG), Lincoln Raydan, para que o Rodoanel ficasse pronto até o Mundial, seria necessário iniciar as obras no mais tardar em 2011. Essa previsão, porém, não deve ser concretizada. “A licitação do projeto para a revitalização do Anel Rodoviário foi cancelada em função de valores. O projeto terá que ser todo refeito. Já para a alça do Rodoanel, nem houve ainda licitação”, ressalta.

Raydan argumenta que é preciso haver uma mudança no modelo federativo atual para que os estados tenham mais autonomia. “Ideias e projetos existem. Mas, na hora de viabilizar, os governos estaduais e municipais ficam na mão do governo federal”, lamenta. O secretário de Políticas Urbanas de Belo Horizonte, Murilo Valadares, também disse durante o evento que acha muito difícil a obra ser viabilizada nesse período, diante desse cenário.

O evento fez parte do Minascon/Construir Minas 2010, que será realizado até sábado (18) na capital mineira. O objetivo foi dar oportunidade à comunidade da construção e sociedade civil de conhecer os projetos com vistas à Copa de 2014, criando um fórum direto com os órgãos competentes. Além disso, o seminário teve a função de mobilizar a cadeia para a implementação das obras necessárias, com vistas no médio e longo prazo. 

Praça do Concreto

Um dos espaços montados no Minascon/Construir Minas 2010 apresentou soluções diversas de concreto para a construção de projetos relativos ao Mundial de 2014 e às Olimpíadas de 2016. A “Praça do Concreto Siprocimg” representou uma réplica do estádio Mineirão e de uma pista olímpica, além de mostrar um pouco da história do concreto - o segundo produto mais consumido no mundo depois da água - a partir das suas mais variadas possibilidades de uso. 

Pisos de várias formas e texturas foram expostos no local, fazendo uma referência ao Paisagista Burle Marx na complementação dos espaços, agregando sustentabilidade, modernidade e arte ao ambiente. O projeto também valorizou os produtos (rampas concreto, túneis e pisos especiais) criados para a acessibilidade de cadeirantes e deficientes visuais.

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